
2026
Filme, 17'46''
Conheci o meu amor no rancho. Apaixonei-me pelas suas costas, as suas costas largas, vestidas com o traje mais bonito do mundo, que são todos os trajes que ele vestiu. Mas parece tudo tão distante, e as imagens começam a faltar-me.
Apresentações
2026 — IndieLisboa, Competição Nacional, Lisboa, Estreia Mundial
2026 — Cinema no Estendal, Braga
2026 — Festival Política, Lisboa
2026 — Great Artists on Campus, Universidade Lusófona, Lisboa
2026 — Curt'Arruda, Competição Nacional, Arruda dos Vinhos
2026 — Queer Porto, Competição Nacional, Porto
2026 — Entre Olhares, Competição Nacional, Barreiro
um filme de Miguel De · fotografia, som, texto, voz e edição Miguel De · design Igor Ramos · agradecimentos Vítor Nieves, Carla Bacelar, Gil Raro, Sergio Marey, Pedro Cadilhe, Rafael Ferreira, Encontros da Imagem - Festival Internacional de Fotografia e Artes Visuais, Museu Municipal da Póvoa do Varzim, Rusga de Joane - Grupo Etnográfico, Tiago Carvalho, Paulo Brás, Nuno Nolasco
Imprensa
"(...)o muito bonito O Meu Amor do Rancho, feito em inteira autonomia pelo fotógrafo Miguel De, faz força das suas fraquezas. Bastam-lhe umas quantas fotografias e um tocante texto em voz off para desenhar o abismo que continua a existir entre identidade e sociedade (“tudo é aceite porque o contexto o permite”, frase lapidar a que o filme dá um poder emocional extraordinário(...)"
Jorge Mourinha, in Público (6 de maio de 2026)
"Uma voz sussurrada conta-nos uma história de amor e desamor. Na imagem, sob um fundo negro, sucedem-se fotografias que compõem na imagens diferentes configurações. São quase sempre fotografias noturnas marcadas pela acutilância do flash. A câmara fotográfica de Miguel De está particularmente atenta aos pormenores do kitsch rural: as flores de plástico, motas embrulhadas em lonas, alcatifas pisadas, iconografia religiosa, arame farpado e, claro, o universo das danças e vestes do rancho. Mas aquilo que facilmente poderia ser um olhar altivo é, de forma tocante, uma demonstração de carinho. O contexto do folclore serve como catalisador de um hiper-romantismo ingénuo que tem a força desarmante do seu tom confessional. Isso e, claro, o jogo em torno dos papéis de género definidos pela tradição (“que sem o ‘d’ de dor é apenas traição”), postos em causa pela história de amor entre dois rapazes. O lenço torna-se símbolo de desejo, com o vermelho a encarnar o ardor da tesão. As narrativas que a câmara inventa em cada fotografia rasgam a continuidade entre som e imagem. Até que, como em La Jetée, a fixidez fotográfica ganha movimento com a força de um olhar."
Ricardo Vieira Lisboa, in IndieLisboa (abril de 2026)












2026
Filme, 17'46''
Conheci o meu amor no rancho. Apaixonei-me pelas suas costas, as suas costas largas, vestidas com o traje mais bonito do mundo, que são todos os trajes que ele vestiu. Mas parece tudo tão distante, e as imagens começam a faltar-me.
Apresentações
2026 — IndieLisboa, Competição Nacional, Lisboa, Estreia Mundial
2026 — Cinema no Estendal, Braga
2026 — Festival Política, Lisboa
2026 — Great Artists on Campus, Universidade Lusófona, Lisboa
2026 — Curt'Arruda, Competição Nacional, Arruda dos Vinhos
2026 — Queer Porto, Competição Nacional, Porto
2026 — Entre Olhares, Competição Nacional, Barreiro
um filme de Miguel De · fotografia, som, texto, voz e edição Miguel De · design Igor Ramos · agradecimentos Vítor Nieves, Carla Bacelar, Gil Raro, Sergio Marey, Pedro Cadilhe, Rafael Ferreira, Encontros da Imagem - Festival Internacional de Fotografia e Artes Visuais, Museu Municipal da Póvoa do Varzim, Rusga de Joane - Grupo Etnográfico, Tiago Carvalho, Paulo Brás, Nuno Nolasco










